terça-feira, 18 de outubro de 2011

ENTREVISTA COM UMA IDOSA

Esta entrevista foi um dos momentos mais marcantes para mim no 1º período na UFAl, saber a importância que os mais velhos têm na história da educação e como eles se emocionam contando suas particularidades.

Quando comecei a entrevista-lá, perguntei alguns dados importantes que foi imediatamente respondidos
pela senhora Maria Luiza da Costa. Ela nasceu na cidade de Pilar-Al no ano 1925
no dia 04 de Agosto, seus pais eram Francisco Carneiro da Costa e Josefa Camilo
de Lima. Conta-me que se lembra muito bem do dia em que começou a estudar, ela
relata que aos oito anos foi a primeira vez que foi a uma “sala de aula” , não
fez primário pois ela afirma que não existia maternal à alfabetização, onde ela
morava as crianças só iam a escola para fazer a 1ªsérie em diante. Ela relata
que tinha que ir a escola escondida de seu pai Francisco Carneiro da Costa,
pois ele não admitia que suas filhas fossem a escola, sua mãe Josefa Camilo de
Lima a arrumava logo cedo, logo após seu pai ir trabalhar na roça(Engelho
Novo), para que ela pude-se ir à escola, chegava antes que seu pai chega-se da
roça pois diz:” Se papai chega-se cedo e não encontra-se eu e minhas irmãs em
casa íamos apanhar.” Ela afirma que era uma boa aluna, mesmo indo escondida
para a escola nunca faltou uma aula. A mesma diz que a escola não era como as
escolas de hoje bem estruturadas e organizadas, a escola que ela estudava era
em uma casa velha onde se reunia algumas crianças para aprender a ler. Sua professora
não era formada em magistério e nem pedagogia, era escolhida uma mulher da
região que soubesse mais do que os outros para ensinar as crianças. Onde ela
estudava existia vários tipos de castigos para os alunos que não decora-se a
tabuada e não tive-se uma letra bonita, conta que na época existia um tipo de
livro chamado ABC que era utilizado para aprender a ler e escrever bonito e quem
não aprendesse apanhava de palmatória, ou era ajoelhado em milho, feijão ou
pedra e muitas das vezes ela sofreu esse castigo. Os materiais que eram
utilizados pelos alunos e professores Justificareram o “crião” (giz), caderno, “ carta do
ABC” e ela conta que não existia caneta na época. Quando ela completou 12 anos
estava na 4ª série e já sabia ler e escrever, então a professora disse que ela
não precisava estudar mais, a professora então foi na casa dela e falou com sua
mãe e disse que ela já sabia de tudo e não precisava ir mais a escola. Quando ela
completou 15 anos foi obrigada a se casar, teve seis filhos, e não pôde estudar
mais, com 24 anos ela se separou do marido, tendo que cuidar das crianças
sozinha. A mesma afirma que gostaria de ter estudado mais, mas não teve
oportunidade, pois logo cedo teve que trabalhar para sustentar seus filhos. Ela
diz também que foi muito bom ter estudado pois aprendeu muito, hoje ela afirma
que nunca precisou de alguém para ler as coisas para ela, cita” Pego o ônibus
sozinha sem precisar de ajuda de ninguém.”

OBSERVAÇÃO DE UMA CRIANÇA PEQUENA BRINCANDO


A brincadeira foi realizada no
quintal da casa da criança chamada Eduarda, neste dia da observação tudo
começou com ela dizendo:

- Vamos brincar lá fora? ( ela
estava falando com um " amigo imaginário" não havia uma criança
presente naquele momento).

Ela foi em seu quarto e pegou
alguns brinquedos para brincar lá no quintal:boneca,velocípede,talheres,
pratinhos, fogão.... Já saiu de seu quarto em alta velocidade em seu carro que
tinha acabado de ser abastecido em um posto que aparentemente estava localizado
em seu quarto, dizendo:

- Licença estou um pouco
atrasada preciso fazer a comida para as crianças!
Quando ela chegou no quintal
(neste quintal existe uma árvore e chão de barro) começou a preparar a comida
para as crianças, pegou um pouco de areia, um punhado de capim e disse:

- Vou fazer um bolo bem
gostoso para minha filha, vou precisar de farinha de trigo, manteiga, ovos, e
...., tio para fazer um bolo eu preciso de quais materiais, mesmo?

O tio dela respondeu: você vai
fazer bolo para quem Duda?

Eduarda: - Para a minha filha,
diga qual são os materiais,pois estou ouvindo ela chorar e tenho certeza que é
de fome!

Tio: -Sim, você vai precisa
de: farinha de trigo, manteiga, açúcar, três ovos,dois copos de leite, mecha
tudo, coloque no forno, e seu bolo ficara pronto rapidinho.

Ela correu depressa para o
quintal com seu carro (velocípede) , e foi terminar de fazer seu bolo. Ela
dizia:

-Vou precisar de muita coisa,
vou ter que ir ao Hiper(super mercado) para comprar alguns materiais. Pegou o
seu carro e foi para o Hiper(o super mercado ficava bem próximo de onde ela
estava ao lado da árvore ) chegando no Hiper comprou alguns materiais: leite e
açúcar ( o leite era água de uma torneira que tem no quintal e o açúcar um pouco de areia), e
falou:

- Já comprei todos os
materiais que preciso, agora vou para
casa fazer o bolo da minha filha!

Quando vou para casa foi logo
para o fogão, começou a colocar os ingredientes em uma bacia e misturando
dizia:

- Calma filhinha sua comidinha
já vai sair estou colocando ela no forno. Essa menina não para de chorar!

Ela colocou a comida no forno,
e foi pegar sua filha no colo, dizendo:

-Filha pare de chorar sua
comida já esta saindo, será um bolo bem gosto, que a mamãe preparou para você.
Enquanto ela balançava a criança ela disse:

- "Eitá!" vou
correndo ver o bolo, possa ser que ele já esteja pronto! Correu para a sua
cozinha e disse:

- O bolo já estava pronto para ser servido, vou
pegar minha filha para ela comer do meu bolo. Ela pegou a menina e deu para ela
um pouco de bolo dizendo:

- Coma filha! Filha direitinho para que você cresça e seja
uma menina bem forte!

Após ela dar a comida para a
menina cansou de brincar no quintal, e foi assistir televisão.





Foi observado que a brincadeira que a criança
estava realizando estava sendo retirada no mundo real para o imaginário, pois
ela relatava fatos que aconteciam em seu dia-dia. E refazia esses fatos em sua
brincadeira usaando os materiais que ela tinha ao seu redor.